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2005-01-17

Imagine-se um concerto

A multidão empolgada, a banda arranca os primeiros acordes e o público, fiel conhecedor do repertório, em delírio, antecipa-se aos artistas entoando as letras das canções.
Foi assim ontem no Coliseu, à pinha, para ver o Gato Fedorento, mal abria o cenário e era perceptível o quadro que se seguia, fazia-se ouvir uma ovação estrondosa e à nossa volta ouviam-se vozes que iam antecipando as deixas dos actores, tal e qual como quem num concerto sabe de cor os éxitos da banda, quase vinha abaixo o Coliseu abaixo quando o Ricardo Araujo Pereira entra em cena de casaco verde, óculos descomunais e mãos atrás das costas e indignado descarrega

- Meu amigo, isto que aconteceu foi muito simples, meu amigo. O que aconteceu é que eu chego aqui e sou logo confrontado com certas e determinadas situações ...

Valeu bem a pena, confesso que ia um bocado desconfiado do que ia encontrar, mas depois do intervalo fui absolutamente apanhado pelo espectáculo, ri-me desalmadamente com a do empresário do Lusco-fusco.
Tal como nos concertos, o público não arredou pé enquanto não houve só mais uma, o que deu direito a mais duas.

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